quarta-feira, 17 de novembro de 2010



Agoras
já floras.


Monto um catavento
com a birutice da tarde.

A angústia dos dedos
não cabe na corda da viola

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Anil



O azul é substância dos céus,
dos mares e do horizonte.


Dono dos olhos da menina

Devorador de almas cinzentas

Fábrica de vaga-lumes

Senhor do alumbramento

Tocador de rebanhos de vento.

Barraco



O riso embriagado

aplaudia
o fuzuê armado.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010




O amor
é bicho sofrido
sempre acompanhado
de capataz pronome possessivo.

O amor
sujeito mais desamparado
sem padroeiro, procissão
nem novena.

Especiaria de canção
é tripa de amor temperado.
Marcado a ferro
cerrado em cárcere
o amor cegou-se
e resignou-se a esta sub-vida.

Mas picharei nos muros da cidade
"O amor também é Gente!"
que é pra ver se alguém se comove
e alforria
emancipa
humaniza o amor.

Jaz


Silêncio de pás:
A greve dos coveiros
paralizou a Morte.