terça-feira, 24 de maio de 2011


Tudo quanto é fruta amadurece.
Eu maturí.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011


Semeio
o pálido erotismo
de amanhecer.

Pivete barravento
Nó de esquina
Caixa de chiclete.



Deus
Tem gosto
De céu
Da boca
Dormente.

Lá se vai no azul do céu
carregando a luz do dia
o dedo indicador
e os olhos do menino.

Lá se vai no azul do céu
a liberdade-pássaro
a ligeireza-máquina
o louva-deus-de-ferro.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Kiô



Tava lá na mata
quando Sindorerê assoviô:
kiô kiô!

E vi a cor do vento
a alma dos pássaros
o segredo de cada folha.

Vi o silêncio da flecha
no assovio de sindorerê.



sábado, 7 de maio de 2011

. . .


O homem derramado em azul
e entortado de existência
aprofunda-se nas partes distraídas
à procura da poesia molhada
nas páginas vazias do caderno dela.